quinta-feira, 28 de maio de 2009

Bolo de Aniversário - Bolo de Iogurte


Todos nós encontramos aqui e ali bolos decorados lindíssimos e, inevitavelmente, ficamos com vontade de experimentar também. Porque são bonitos e cativam o olhar até dos mais distraídos. Acho fantástica a ideia de transportar para um simples bolo um pouco da personalidade e carácter de uma pessoa. A vontade em experimentar sempre foi imensa, mas foi ficando posta de lado por achar que não tinha capacidade para tal obra de arte.
Até que se aproximava o aniversário do meu afilhado e a minha comadre incutiu-me a tarefa de fazer o bolo para cantar os Parabéns. Uau, eu estava encarregue da peça mais importante da festa, que responsabilidade. Fiquei bastante orgulhosa.

Comecei de imediato a magicar, a idealizar a cor e a decoração e o sabor e tudo o mais. Bom, como se trata de um menino nada melhor que a combinação branco e azul, e como é ainda um bebé teria de ser algo simples e sem complicações. Ah, o nome não poderia faltar. Que tal um céu estrelado? É sereno e ideal para um bebé. Depois de o fazer, e olhando agora para as fotografias, acho que o poderia ter feito mais completo, com mais bonecos ou enfeites. Fica a dica para um próximo bolo.

Para primeira experiência posso dizer que me stressei muito, até as lágrimas corriam. Por momentos quis abandonar tudo... mas claro que não o fiz, o Bolo de Aniversário não poderia faltar. Valeu-me o apoio do marido, que foi super paciente. Hoje sei que, a juntar à minha inexperiência, o facto de ter utilizado Pasta Portuguesa que se encontra há pouco tempo no nosso mercado e para a qual ainda estão em fase de experiência, não ajudou.

É certo que recebi elogios de muitos convidados e os papás do aniversariante também gostaram. Aí sim, apercebi-me finalmente de que todo o meu esforço tinha valido a pena, mas ainda havia muito para aperfeiçoar. Escolhi o famoso bolo de iogurte, recheei com chantilly e pedaços de ananás e depois foi só cobrir. Foram dois bolos, sobrepostos e cobertos em conjunto, para que chegasse para todos os convidados.

INGREDIENTES PARA O BOLO:

1 iogurte morango
4 ovos
3 medidas [copo iogurte] açúcar
3 medidas [copo iogurte] farinha
1 colher chá fermento em pó
1/2 medida [copo iogurte] óleo

PREPARAÇÃO DO BOLO:

Misturar todos os ingredientes pela ordem aqui descrita e verter para uma forma, previamente untada com margarina e polvilhada com farinha. Levar ao forno pré-aquecido a 180º C cerca de 30 a 40 minutos, ou até estar cozido a gosto.

INGREDIENTES PARA O RECHEIO:

2 dl natas
4 colheres sopa açúcar
4 rodelas ananás em pedaços

PREPARAÇÃO DO RECHEIO:

Bater as natas até ficarem em chantilly e, no final, acrescentar o açúcar. Barrar um dos bolos com todo o chantilly e dispor os pedaços de ananás. Colocar por cima o segundo bolo e decorar a gosto. Não esquecer de colocar uma ligeira camada de geleia ou clara açucarada por cima do bolo para colar a Pasta.
Enervei-me muito, é certo. Disse que nunca mais me aventuraria com esta massa, também é certo. Mas depois mais calma decidi que voltaria a tentar, com mais tempo e paciência.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Beijinhos de Morango

Hoje esta receita dedico-a à minha Avó, que partiu no dia 1 de Maio e nos deixou a todos [familiares e amigos] mais pobres. Tinha 83 anos, mas também muita energia. Uma "velhinha" com rosto de menina, com os seus leves cabelos brancos e de olhos cinzentos... é assim que me vou sempre lembrar dela. E são muitas as boas recordações que carrego comigo.
Sempre foi uma mulher lutadora, com cinco filhos para criar sozinha, e nunca desistiu. Cinco filhos, 13 netos e 6 bisnetos teve ela, uma família recheada e eu sei que ela foi sempre muito mimada. Lembro-me da sua firmeza e como era muito despachada sempre que tinha de apanhar o autocarro. Lembro-me como costumava esfregar os joelhos e suspirar uns "ais" esperando por consolo e mimos. Lembro-me de passar semanas de férias com ela nos meus tempos de escola, e de ouvir as suas histórias de juventude e namoros vezes e vezes sem conta. Lembro-me das suas comidas tão temperadas, as sopas picantes, as lulas e especialmente o coelho que me dão tantas saudades e mágoa por não ter registado as suas receitas, uma grande riqueza que ela possuía sem se aperceber.

Na festa do segundo aniversário da minha filha mais crescida eu fiz Bacalhau à Brás para o almoço e coloquei a pequenita na cadeirinha a comer, enquanto eu dava os últimos retoques nos preparativos. Não era de modo algum a melhor altura para a filhota fazer birra, mas é certo que a fez e teimou que não queria comer. Eu sem paciência alguma e de stress acumulado, os primeiros convidados prestes a chegar a todo o momento... nisto vejo a minha Avó a chegar-se perto da menina e a conseguir convencê-la a comer tudo, por entre brincadeiras e canções acabou por resultar. E são estes momentos que eu quero guardar na minha memória.

Tenho saudades, muitas saudades da minha Avó. E infelizmente acho que podia ter feito muito mais por ela, podia tê-la visitado mais vezes nestes últimos anos em que esteve sozinha e mais debilitada. Por isso, agora mais do que nunca defendo que às vezes devemos fazer um esforço e alterar um pouco a nossa rotina diária e visitar aqueles que há muito não vemos. Eu não o fiz, e hoje arrependo-me.

Vou fazer uma pequena pausa para secar a lágrima que teima em cair e aproveito a passar a receita destes docinhos que são deliciosos, garanto-vos. A combinação do leite condensado com o côco é absolutamente fantástica.

INGREDIENTES:

1 lata de leite condensado
3 colheres sopa gelatina de morango em pó
1 colher café manteiga
50 g côco ralado
Açúcar granulado q.b.

PREPARAÇÃO:

Num tacho, misturar o leite condensado com a gelatina, a manteiga e o côco ralado. Levar tudo ao lume e mexer até cozer e fazer ponto de estrada. Retirar do calor e dispor num recipiente plano, levando ao frigorífico para arrefecer. Eu como sou muito apressada às vezes até no congelador coloco. Moldar pequenas bolas com as mãos, passar por açúcar granulado e colocar em formas de papel frisado.
Muito gulosas que são. Gulosa também era a minha Avó. Tal como qualquer criança não resistia a um Bollycao, e por isso escondia-os religiosamente no seu roupeiro para filhos e netas não descobrirem e lhos tirarem. No seu congelador encontravam-se sempre gelados. E o que ela gostava de uma tigela de Arroz-doce. E por falar em gulosice, lembro-me tão bem de quando ela trazia para as netas uma tablete de chocolate com amêndoas que comprava em Espanha, dizia ela, e durante muito tempo eu achei mesmo que ela ía ao país vizinho comprar os chocolates. Só mais tarde vim a descobrir que era na Praça de Espanha que os ía buscar.

Aproveito a agradecer a todos pelos comentários que me deixaram por aqui, confortam-nos sempre um pouco. Muitas vezes dou por mim a olhar para uma fotografia da minha Avó, a admirar cada feição... e é assim que me vou recordar sempre dela, cheia de vida. Assim presto aqui a minha singela homenagem à minha Avó.

No dia 3 estava coberta de branco e folhos, muitos folhos, tal como ela gostava e se sentia uma princesa. E, apesar de custar muito, eu sei que agora ela está em paz e não mais sofrerá. E como diz a música, eu acredito que "Somewhere down the line, I'm sure we'll meet again"...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Até já...


Por razões infelizmente alheias à minha vontade, vou estar ausente nos próximos dias! Não tenho vontade, não tenho cabeça e nem a mínima disposição para andar por aqui! As forças faltam e a tristeza é enorme! Por isso apenas digo... até já!

Mas não me vou sem antes vos dar um conselho! Aproveitem cada dia como se fosse o último, digam aos vossos amigos e familiares o quanto gostam deles e o quanto vos são importantes! Às vezes mudem um pouco a vossa rotina e visitem aqueles que estão mais longe e que já não vêm há algum tempo! Não nos devemos arrepender daquilo que fazemos, mas daquilo que deixamos por fazer :'(